Corridas, torneios, jantares e festas beneficentes juntam pessoas em torno de uma causa e arrecadam recursos de forma divertida. Para dar certo, precisam de organização e, acima de tudo, de transparência sobre para onde vai o dinheiro.
Antes de tudo
- Escolha a organização beneficiada e confira CNPJ, documentos e trabalho realizado.
- Converse com a ONG: ela aprova o evento? Para que vai usar os recursos?
- Defina o objetivo: quanto quer arrecadar e o que esse valor representa (“R$ 20 mil mantêm a escolinha por seis meses”).
- Escolha o formato: corrida, torneio, jantar, show. O formato define público, custos e logística.
Planejamento (2 a 3 meses antes)
- Data, horário e local, com alternativa em caso de chuva.
- Orçamento: o que será pago, por quem, e como os custos afetam o valor que chega à ONG.
- Licenças e autorizações do local e da prefeitura, quando necessárias.
- Parceiros e patrocinadores: espaço, alimentação, brindes, divulgação.
- Equipe e voluntários, com funções definidas. Se houver voluntários, a organização recebedora pode formalizar com o termo de adesão previsto na Lei do Voluntariado.
Inscrições
- Inscrição simples, pelo celular, com valor claro.
- Deixe explícito que a inscrição é uma doação e quem recebe.
- Prazo de inscrição e limite de vagas.
- Ingresso individual (de preferência com QR Code) para controlar a entrada.
- Trate os dados dos participantes conforme a LGPD: só o necessário, para a finalidade informada.
Divulgação
- Conte a história da causa, com fotos e números da ONG.
- Use as redes da ONG, dos parceiros e dos participantes.
- Crie metas visíveis: “faltam R$ 5 mil para a meta”.
- Se fizer sentido, crie times que competem também na arrecadação.
No dia
- Credenciamento rápido, com leitura do ingresso pelo celular.
- Segurança e primeiros socorros adequados ao tipo de evento.
- Um momento para a ONG falar da causa.
- Fotos (com autorização de uso de imagem).
Depois do evento
- Agradeça a participantes, voluntários e parceiros.
- Publique o resultado: quanto foi arrecadado e para onde foi.
- Peça à ONG um retorno sobre o uso dos recursos e compartilhe.
- Faça uma avaliação rápida: o que repetir e o que mudar na próxima edição.
Fontes
- Lei 9.608/1998 (Lei do Voluntariado), Planalto
- Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), Planalto
Conteúdo informativo, com base na legislação e nas fontes acima na data indicada. Não substitui a orientação da contabilidade ou da assessoria jurídica para o seu caso.






